Parvovirose Mata!!!

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Parvovirose Mata!!! 18 de julho de 2012

Enquanto a Coronavirose pode passar desapercebida sem grandes perdas para a maioria dos filhotes de cães a Parvovirose canina é muitas vezes fatal, mesmo se tratada.

A Parvovirose é uma doença aguda, altamente contagiosa que foi descrita pela primeira vez no início de 1970. O vírus ataca rapidamente as células de rápido crescimento, principalmente as células do trato gastrointestinal, levando a extensas lesões celulares com perda de líquido e sangue.

Depois de instalado no intestino causando extensas lesões o vírus é eliminado em grandes quantidades nas fezes de cães infectados por até várias semanas após a infecção.

A doença é então transmitida por contato oral com as fezes infectadas que contaminam tudo ao redor, desde as mãos e roupas das pessoas, solas de sapatos, roupas e cobertores do animais, caminhas, vasilhas de alimento e água, coleiras etc. Quando o cão lambe esse material contaminado, ele adquire a doença.

A Parvovirose afeta cães de todas as idades, mas a maioria dos casos ocorre em filhotes de 6 a 20 semanas de idade.

Doberman e Rottweiler parecem adquirir a infecção mais facilmente e desenvolvem sintomas muito mais graves, geralmente indo a óbito. A razão para uma menor resistência nessas raças é desconhecida.

Depois do contato com o vírus, o cão desenvolve um breve período de incubação que em média dura de quatro a cinco dias, quando então tem aparecimento dos primeiros sinais clínicos da doença que se inicia com perda de apetite, depressão, vômitos, diarreia e febre alta de até 41°C. Muita dor abdominal, abdome retraído, vômitos e diarreia fétida profusa e com muco e sangue acontece na totalidade dos pacientes.

Alguns filhotes recém nascidos podem desenvolver cadiopatias causada pelo vírus e morte súbita, mas isso é extremamente raro, pois a maioria das fêmeas vacinadas protegem os filhotes até os 35 a 45 dias de idade pelos anticorpos maternos transmitidos aos filhotes pela placenta e leite.

Os filhotes com parvo geralmente tem inicio abrupto de vômito e diarreia. A maneira mais eficiente para diagnosticar parvo é identificar vírus ou antígenos do vírus nas fezes através dos exames ELISA, PCR entre outros.

Os cães com esta doença exigem cuidados intensivos e internação imediata para tratamento de suporte e fluidoterapia agressiva (grandes volumes de soro na veia) e correção eletrolítica devido a intensa desidratação que essa doença acarreta. Soro na veia (intravenosos) e medicamentos para controlar o vômito e a diarreia são necessárias, assim como uso de antibióticos. Casos mais graves podem requerer transfusões de sangue e plasma e outros cuidados intensivos.

Filhotes e cães não devem comer ou beber até que o vômito esteja completamente controlado e por isso requerem suporte de fluidoterapia (soro na veia) durante todo esse tempo. Isso pode levar de três a cinco dias. Os antibióticos são prescritos para prevenir a septicemia e outras complicações bacterianas, que são a causa comum do óbito.

O prognóstico depende da virulência da cepa do vírus de parvovirose, da idade do animal (animais mais jovens correm risco maior) do estado imunológico do cão, de ter outras doenças associadas (como verminoses, debilidade nutricional, coronavirose etc) e do quão rapidamente o tratamento é iniciado. A maioria dos filhotes que estão sob cuidados veterinários tem alguma chance de recuperação.

O Parvovírus é um vírus extremamente resistente que resiste à maioria dos desinfetantes e detergentes domésticos e pode sobreviver no ambiente durante meses. O desinfetante mais eficaz é o Hipoclorito de Sódio diluído em água (Alvejante, “Cândida” “Q-Boa”,” Cloro” entre outros nomes conhecidos), deixando no ambiente por pelo menos 20 minutos antes de enxaguar.

Prevenção:

A vacinação ainda é a melhor forma de controle e prevenção da doença.

A vacinação dos filhotes deve ter inicio com 8 semanas de idade, considerando que a mãe seja vacinada e que tenha passado os anticorpos para os filhotes pelo colostro (leite das primeiras 24 horas depois do parto). Podemos considerar que a vacinação venha a diminuir a chance de pegar a doença mas não pode prevenir 100% dos casos.

Durante as primeiras semanas de vida, os filhotes são protegidos por altos níveis de anticorpos maternos. À medida que estes níveis diminuem em torno de 2 a 4 semanas de idade, os filhotes passam então a ficar mais susceptíveis à infecção, quando então ele já deve estar recebendo as primeiras doses de vacina. Este período suscetível varia de cachorro para cachorro, razão pela qual filhotes de 6 a 20 semanas de idade podem pegar a doença. Quase todas as falhas de vacinação aparentes são devido à exposição ao vírus durante este período sensível.

Por isso é muito importante isolar os filhotes, tanto quanto possível de todos os outros cães até que o esquema de vacinação esteja completo em torno de 16 semanas de idade.

Passeios a rua, banhos em Pet Shops, contato com cães de origem desconhecidas e estadias em hotéis devem ser evitados.

Depois de adulto eles devem ser vacinados anualmente com uma dose apenas.

 

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