Osteopatia Hipertrófica

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Osteopatia Hipertrófica 15 de agosto de 2011

Na semana passada atendemos uma Boxer de 10 anos de idade com histórico de emagrecimento progressivo e dor em membros com muita dificuldade de locomoção. Nas últimas semanas observaram um aumento da espessura dos braços e pernas, como se estivessem inchados e apresentando dor ao toque. Nos últimos dias provavelmente por dor, parou de comer.

Aqui ela foi examinada, não apresentava febre mas muita dor em membros e pouca dor articular. A pressão estava normal e não apresentava outras alterações. No exame de rx observamos a reação periostal nos membros torácicos e pélvicos e depois de radiografar o tórax também encontramos a possível causa dessa alteração óssea. O exame de hemograma e perfil bioquímico se encontram normais.

Ela foi medicada com analgésicos e anti-inflamatórios e voltou a comer. Infelizmente o prognóstico não é bom. Saiba por que.

Imagens de Raio X

Boxer HO Torax

Boxer Rx 1

Boxer Rx 2

OSTEOPATIA HIPERTRÓFICA (OH)

A Osteopatia Hipertrófica (OH) é uma doença que resulta no aparecimento de proliferação periosteal (crescimento de tecido ósseo) sobre os ossos dos membros torácicos e/ou pélvicos. No início podemos observar reação periosteal nos ossos dos dedos e depois a proliferação pode atingir grandes ossos das patas dianteiras e traseiras. Normalmente está relacionado a tumores primários de tórax ou metástases pulmonares cujo tumor primário pode ter várias origens.

Além dos tumores pulmonares outras patologias que afetam a cavidade torácica podem levar a osteopatia hipertrófica como abscesso pulmonar, infecção parasitária pulmonar como Spirocerca lupi, Dirofilariose, sarcoma em esôfago, persistência de arco aórtico, megaesôfago congênito, endocardite infecciosa (infecção da válvula cardíaca), pneumonia por micobactérias (Tuberculose) e corpo estranho brônquico com pneumonia lobar.

O mecanismo de formação da reação periostal não é totalmente conhecido e sugere-se como causa a anóxia crônica, mecanismos reflexos autônomo pelos ramos eferentes do vago ou de nervos intercostais.

Dentre os sinais clínicos (sintomas) observados, os mais facilmente identificados são o espessamento dos membros (membros inchados), dor e claudicação (o animal começa a mancar ou ter dor a locomoção), dor na palpação dos membros e todos os sinais associados a dor como perda de apetite, perda de peso, emagrecimento e muito desânimo.

O diagnóstico da HO é feito normalmente com o exame de RX onde observamos a reação periostal dos ossos dos membros. Quando se confirma a reação periostal generalizada, deve-se então radiografar o tórax procurando as causas primários normalmente envolvendo patologias pulmonares.
Além dos exames de rx (membros e tórax) sugere-se exames de sangue de hemograma, bioquímica completa e algumas sorologias sempre procurando a causa da HO e de possíveis tratamentos.

O tratamento só é possível se o tumor for operável, se a causa for parasitária ou que tenha tratamento. A analgesia deve ser instituída de imediato proporcionando qualidade de vida ao animal. Infelizmente na maioria dos casos está relacionada a tumores sendo assim com prognóstico ruim e tempo de sobrevida reduzido.

 

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