Hiperadrenocorticismo ou Síndrome de Cushing

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Hiperadrenocorticismo ou Síndrome de Cushing 13 de junho de 2011

O Hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing) é uma condição clínica resultante de excesso de cortisona no organismo.

Uma minoria desses animais apresenta tumor em uma das glândulas adrenais (no homem é denominada como supra-renal), produzindo assim cortisona em excesso. A maioria dos cães (aproximadamente 80%) com a forma naturalmente adquirida da doença apresenta um pequeno tumor na base do cérebro, numa área chamada glândula pituitária. A glândula pituitária controla a glândula adrenal.

O tumor na pituitária pode levar a produção de cortisona em excesso pelas adrenais e provocar os sintomas reconhecidos pelo proprietário – “Cushing pituitário-dependente”. Os sintomas mais comuns da Síndrome de Cushing nos cães incluem urinar em excesso, tomar água em excesso, apetite voraz, perda de pêlo, fraqueza muscular, abdômen pendular, respiração ofegante, pele fina, infecções de pele e letargia.

Em geral todos os cães com hiperadrenocorticismo têm pelo menos um ou dois destes sintomas, mas é incomum terem todos os sintomas. Depois da Avaliação clínica e da realização de exames laboratoriais e de imagem o médico veterinário pode suspeitar fortemente da possibilidade da doença e então fazer um teste definitivo conhecido como Teste de Supressão com Dexametasona ou Teste de Estimulação com ACTH, fechando assim o diagnóstico.

Com o diagnóstico fechado tem se início o tratamento que pode ser feito com Lisodren ® ou Vetoriyl®. Estas drogas têm sido usadas com sucesso no tratamento da doença, porém só deve ser utilizada sob orientação do médico veterinário. Antes de iniciar a terapia deve-se observar muito bem a quantidade de água que seu animal ingere por dia e a quantidade ou voracidade com que ele come para melhor acompanhamento do tratamento, onde se espera a diminuição ou desaparecimento desses sintomas.

O animal não tratado pode desenvolver uma série de doenças e alterações clínicas como hipertensão, infecções, insuficiência renal, diabetes, tromboembolismo entre outras.

Hiperadrenocorticismo

Uma das raças com maior incidência de hiperadrenocorticismo na nossa rotina é o Poodle e com a Cindy (foto acima) não foi diferente. Ela já tinha infecções de pele recidivante, má qualidade da pelagem e ficava sempre muito ofegante. Com 16 anos de idade ha alguns meses começou a apresentar alterações de comportamento, como beber muita água, urinar demais, roubar comida ou ficar chorando na frente da geladeira. Entre outros exames fizemos a dosagem do cortisol sérico sob Teste de Estimulação com ACTH que confirmou a nossa suspeita. Iniciamos o tratamento com o Vetoryl® e agora vamos aguardar a evolução com controles semanais.

 

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