Estado Epilético ou “Status Epileticus”

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Estado Epilético ou 29 de junho de 2011

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Pastor Alemão

Cães da raça pastor alemão, beagle e poodle são as raças que mais são afetadas.

É uma condição importante observada em animais epiléticos e que pode estar associada a grande risco de morte.

Convulsão é um sintoma comum no nosso dia a dia, acomete principalmente cães, mas também pode acontecer em gatos.

Antes de entendermos e saber como agir nestes casos, é importante conversarmos um pouco sobre convulsões e suas causas.

Convulsão é um distúrbio causado por uma descarga elétrica anormal e excessiva em sistema nervoso, pode ou não levar a perda de consciência, também tem presença de movimentos motores (queda, movimentos involuntários, movimentos de pedalar ou ficar com membros rigidos) e fenômenos viscerais (como salivação, defecação e micção), sensoriais e psíquicos. Ela pode ser iniciada por um estímulo sensorial, químico, elétrico, ou ainda por doenças do próprio sitema nervoso central.

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Beagle

Uma convulsão é um sinal de disfunção cerebral que pode se originar por uma causa estrutural (por exemplo, trauma, alterações congênitas como hidrocefalia ou tumores, entre outras), ou por uma causa funcional (fisiológica ou metabólica).

Todos os cães que apresentam crises de convulsões repetidas são considerados epiléticos. Quando estas são relacionadas a uma doença de base, estes pacientes são classificados como epiléticos secundários ou sintomáticos e quando não tem uma causa são epiléticos primários. Existem diversas classificações para os tipos de epilepsias e convulsões, estas serão discutidas em outros posts aqui no nosso Blog do Pet Care.

Entendendo, portanto, que a convulsão é um sintoma de que algo errado está acontencendo no sistema nervoso central, devemos em sua abordagem além de tratá-las, sempre pesquisarmos alguma doença de base. Esta pesquisa é feita com base em exames laboratoriais e de imagem como Ressonância Magnética e Tomografia.

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Poodle

Muitas vezes, se a doença que causa a convulsão for tratada, os animais deixam de apresentar as crises mesmo sem uso de anticonvulsivantes. Enquanto não se identifica a causa, quando ela não existe ou não é ativa (nos casos em que a convulsão é somente uma sequela), o tratamento com anticonvulsivante se faz necessário. Cabe ao Médico Veterinário escolher a droga adequada bem como dose.

Voltando ao nosso assunto de hoje, a situação de Status Epileticus é aquela em que o paciente começa a apresentar crises muito prolongadas (periodo maior que 5 minutos) ou crises sequenciais, sem melhorar entre elas.

É uma situação de risco, pois muitos pacientes podem ter sequelas e até mesmo morrer em função disso. Quando nos deparamos com esta situação, não devemos ficar desesperados, pois estímulos excessivos podem piorar as crises e desencadear outras. Não devemos nos preocupar em evitar que o animal morda a língua ou lábios, uma vez que colocar algo na boca de um animal que esteja convulsionando pode levar a fraturas dentárias e acidentes graves de mordeduras. Não funciona e pode ser perigoso ao animal molhar com água fria e dar coisas como vinagre ou produtos contendo amônia para ele cheirar. Deve-se manter o animal em ambiente mais tranquilo possível, com pouca luminosidade e fazer o máximo de silêncio, tomar cuidado para que não caia de sofá, escada, etc, e quando o animal estiver convulsionando outros cães podem atacá-lo! Nestes casos o dono deve levar o animal o mais rápido a um atendimento veterinário de emergência.

Durante o atendimento de emergência serão aplicadas drogas anticonvulsivantes de ação rápida e muitas vezes deverão ser anestesiados por longos períodos. O atendimento emergencial nestes casos é padronizado, portanto não se preocupe se estiver longe do seu Veterinário habitual, procurando um serviço de boa qualidade e de referência, pois o Veterinário plantonista saberá tomar as devidas medidas para conduzir o quadro. O ideal é que o tempo de internação seja de no mínimo 48 horas após a última crise. Após a alta o acompanhamento adequado por um Médico Veterinário especializado em Neurologia ou mesmo Clínico Geral será indicado e deve ser mantido, desta forma a chance de uma boa evolução do quadro será bem maior.

 

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