Embolia Fibrocartilaginosa em Cães (Mielopatia por Embolia Fibrocartilaginosa)

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Embolia Fibrocartilaginosa em Cães (Mielopatia por Embolia Fibrocartilaginosa) 07 de janeiro de 2013

Na semana passada atendemos uma Schnauzer miniatura de 5 anos de idade com paralisia súbita do pescoço para baixo e somente do lado direito.

No dia anterior, ela saltou sobre um sofá e deu um grito, ficando escondida por um tempo, mas depois andou normalmente. No dia seguinte saiu para o passeio matinal com um andar diferente e voltou depois de 15 minutos já não conseguindo ficar em pé. Trouxeram rapidamente para o hospital onde, depois de exames clínicos e de imagem, suspeitamos de trombo fibrocartilaginoso. Ela ficou internada e depois de 48 horas já estava andando bem, com pequena limitação do membro da frente. Ainda está sob observação.

Mielopatia embolítica fibrocartilaginosa em cães é uma doença rara na qual uma região da medula espinhal não recebe suprimento sanguíneo adequado pela presença de um trombo dos vasos sanguíneos da região em decorrência de uma lesão aguda por salto, pulo, brincadeira ou qualquer acidente que envolva um movimento brusco na coluna.

Schnauzer miniatura e cães Pastores de Shetland são relatados como mais propensos a esta lesão. O motivo da predisposição não é conhecida, mas pode estar relacionada ao distúrbio do metabolismo de triglicérides (HIPERLIPIDEMIA DO CÃO SCHNAUZER). A maioria dos casos ocorre entre as idades de três e cinco anos.

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Sintomas mais comuns:

Os sintomas aparecem de repente e costumam aparecer algumas horas pós atividade física severa ou saltos e quedas. De início, o animal pode sentir uma dor aguda e gritar e depois acaba se escondendo. Com o passar do tempo ele passa a apresentar paralisia parcial ou sinais de fraqueza seguindo para uma paralisia total vigorosa. A paralisia pode ser somente de um lado do corpo envolvendo os membros da frente e traseiros ou somente traseiros, dependendo de onde se encontra o trombo. Um sinal muito característico é a ausência de dor. O animal pode estabilizar em 12 a 24 horas, com melhora gradativa com o passar do tempo. Alguns animais podem ter sequela de marcha (andar mais rígido).

Diagnóstico

Uma história clínica detalhada pode eliminar algumas causas de paralisia súbita e aparecimento após alguma brincadeira mais lesada sem lesão aparente. O veterinário irá descartar outras causas, como tumor espinhal, doença do disco intervertebral, ou fratura antes de se estabelecer em um diagnóstico. A ausência de dor pode ser indicativo de uma embolia na medula espinhal.

Exames de sangue, urina, rx de coluna, tomografia a análise do líquido espinhal podem ser necessários para descartar outras possibilidades de paralisia. A avaliação do rx, tomografia e ressonância magnética podem ser a melhor forma de diagnóstico com avaliação da coluna espinhal e adjacências.

Tratamento

O tratamento dependerá do grau de paralisia atingido. Uma melhora gradativa pode ser observada nos próximos 14 dias pós lesão, mas pode se esperar entre 3 e 6 semanas de tratamento e cuidados. A recuperação da fraqueza é lenta, mas gradual e vai exigir cuidados e paciência. Nesse período, ele pode apresentar incontinência urinária e fecal e suas complicações, mas a maioria dos animais se recuperam bem, podendo ficar com algumas sequelas de marcha.

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