Mamãe,

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Mamãe, 11 de maio de 2012

Já fazia alguns dias que eu não estava bem. Não entendia o que estava acontecendo, me chamavam para brincar e comer, mas não tinha vontade de nada.

Vomitei pela primeira vez, fiquei assutada e cada vez mais fraca, dormia o dia todo. Em certo momento me lembro de alguém me carregando no colo rapidamente em direção ao carro.

Ouvi no caminho de que tudo ia ficar bem e que estávamos indo para um lugar onde iriam cuidar de mim para me sentir melhor. Confiei e acreditei apesar de estar com medo e assustada com todo movimento e com a apreensão de todos. Não deu tempo de me despedir de ninguém.Ao descer no destino, cheiros e sensações diferentes em deixaram mais apreensiva.

Quando entramos na sala do médico (descobri depois que era um médico), fiquei mais tranquila pois ele me chamou de ”lindinha”, me fez carinho, explicando tudo que ia fazer comigo, perguntando como me sentia, o que tinha acontecido, e mais um monte de perguntas que não sabia responder.

Ele auscultou meu coração, mediu minha temperatura, me examinou palpando minha barriga que doía muito. Eles foram muito cuidadosos e somente percebi que estavam coletando uma amostra de sangue, quando vi a agulha e então comecei a chorar, pois doeu um pouco. Acho que foi mais medo que qualquer outra coisa. Depois me seguraram no colo enquanto conversavam e só então entendi que iria ficar ali para ser tratada.

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Sozinha? Onde ia ficar? Quem ia cuidar de mim? Não acreditava no que estava acontecendo. De repente várias pessoas chegaram próximo a mim, me seguraram, colocaram soro na veia e me levaram para uma sala onde outros estavam tomando soro e alguns choravam baixinho….. Nunca na minha vida, não que tenha vivido muito, me senti tão só e tão assustada. Não conhecia ninguém e apesar de todos me tratarem com muito carinho, estava muito deprimida… Cadê minha mãe, cadê meus irmão, cadê minha casa e minha família? Por que todos me abandonaram aqui sozinha???

Naquela primeira noite apesar de estar muito fraca praticamente não dormi. Tinha uns barulhos estranhos de aparelhos apitando, luz acesa, alguns choros distantes. Passou um dia, dois, não sei quantos pois perdi a conta.

Só ficava animada nas horas das visitas, quando vinham me ver, me pegavam no colo, contavam como estavam todos em casa, que estavam com saudades e que logo iria embora. Isso me deixava muito feliz, mas ainda me sentia muito desanimada.

Todo dia me tiravam da cama, me limpavam, me ofereciam comida, coletavam exames, aplicavam remédios, mas parecia que nada adiantava. Me sentia fraca e sem vontade de comer, mas mais que isso, me sentia só, simplesmente só e triste. E o médico dizia: – Desse jeito você não vai ficar boa.!Precisa comer… então me pegavam no colo e me ninavam até dormir. Isso era muito gostoso!

Até que um dia, aconteceu. Abri os olhos, achei que estava sonhando. Não, não era sonho, pois sonho não tem cheiro. Era minha mãe que estava na minha frente, sorrindo para mim e me acariciando com aquele perfume que só ela tem. Nesse momento foi como se o Hospital se inundasse de luz e de calor que não havia sentido e experimentado nesses dias todos, apesar de todo carinho e cuidado. Tudo ficou mais claro, mais calmo e mais bonito. Não resisti, chorei de felicidade, não cabia em mim e não tinha para onde correr que não fosse para os seus braços para enfim me aconchegar no seu colo.

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Passei a sentir fome, comi como nunca, meus olhos irradiavam felicidades. Estava feliz pois minha Mãe, minha luz e minha vida veio me visitar e ficar comigo.

Ficou do meu lado, dormindo comigo, me alimentando e me acariciando. Sei que se estou viva, foi por que os Médicos e Enfermeiros cuidaram com carinho e com a experiência que só eles tem, mas o que me salvou foi o amor de minha mãe. Ela fez por mim o que toda mãe faz: Nunca abandonar o seu filho!

Obrigado Mãe!

Com amor, Antônia.

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Acreditamos que se a pequena Antônia falasse, provavelmente diria tudo isso acima á sua mãe, contando como foram os seus dias no Pet Care e por que somente ficou “boa” quando a ela veio ficar ao seu lado na internação, aquecendo-a e “dando de mamar” até que normalizasse os seus glóbulos vermelhos e a sua glicemia.

O caso dela foi bastante grave e mostra a fragilidade dos filhotes frente a desidratação e hipoglicemia. Ela não tinha e não tem noção de todo trabalho que fizemos e o quanto o ambiente hospitalar, apesar de opressor e “frio”, foi decisivo na sua recuperação. Entendemos a pequena Antônia, e sabemos também que ter a Mãe por perto pode fazer toda diferença e dar uma vontade imensa de viver só com o calor do seu amor.

A todas as Mães o nosso reconhecimento, gratidão e respeito!

Pet Care

 

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