Hérnia Diafragmática em Gatos

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Hérnia Diafragmática em Gatos 28 de dezembro de 2011

Na semana passada atendemos a Gordinha, uma felina que adora passeios á rua. Infelizmente a vida urbana não é favorável aos gatos. Atropelamentos, envenenamentos e mesmos algumas viroses podem acontecer durante esses passeios urbanos. Foi o que aconteceu com a Gordinha. Ela voltou para casa com dificuldade de locomoção e muita dificuldade respiratória. Pelas lesões apresentadas, provavelmente foi atropelada.

Ela está com fraturas múltiplas de bacia e uma fratura em coluna lombar ( L4-L5) além de uma hérnia diafragmática. Foi atendida, estabilizada e submetida a cirurgia de correção da hérnia que num primeiro momento era urgente.

Hoje ela ainda esta internada para cuidados e controle da dor aguardando a evolução motora, pois essas fraturas requerem repouso absoluto.

HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA EM GATOS

DESCRIÇÃO GERAL:

A hérnia diafragmática é uma abertura ou ruptura do músculo chamado diafragma que separa a cavidade torácica onde fica o pulmão e o coração da cavidade abdominal, onde ficam o estômago, intestinos, figado etc…Uma vez rompido, essa abertura permite que órgãos abdominais passem para a cavidade torácica.

Esses órgãos (principalmente o fígado, baço, intestino e as vezes o estômago) podem comprimir os pulmões tornando a respiração muito difícil.

Assim, o principal sintoma observado é a dificuldade respiratória.

CAUSAS:

Uma hérnia do diafragma pode ser congênita (má formação ao nascimento) ou causada por trauma (atropelamento), brigas ou quedas (principalmente gatos que caem das janelas de apartamentos). Pode ocorrer tanto em cães como gatos, mas parece ser mais comum em gatos.

SINAIS E SINTOMAS:

Dificuldades respiratórias, especialmente sob estresse ou durante o exercício

– Perda de peso

– Vômitos ou regurgitação após comer

– Perda de apetite

– Língua e gengivas pálidas

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico começa com uma boa história clínica e diante da possibilidade de acidentes. No exame físico o veterinário pode identifcar que o abdômem está “vazio”, quando palpado ou mesmo ouvir um abafamento de sons cardíacos e pulmonares quando auscutado. A confirmação se dá pelo exame de Rx associado ou não com o ultrasom de abdomem.

Radiografias do tórax e abdômem: Pode mostrar uma mudança no formato do diafragma e/ou um deslocamento de órgãos torácicos.

– Ultra-som do abdômem: Pode mostrar ausência de orgãos na cavidade abdominal, que se deslocaram para ao tórax.

TRATAMENTO:

Após o diagnóstico o animal deve ser estabilizado e muitas vezes receber suporte de oxigênio, tentando a sua estabilização. Fluidos intravenosos (soro) e oxigênio podem ser usados para ajudar com a desidratação e dificuldade respiratória.

Após a estabilização, a hérnia deve ser reparada cirurgicamente. Esta é uma cirurgia delicada e quanto mais “antiga” for a hérnia, maior a possibilidade do animal desestabilizar depois da descompressão da cavidade torácica.

Muitas vezes, na dependência do estado geral do animal a cirurgia é realizada mesmo sem a estabilização, pois somente a correção cirúrgica pode devolver a normalidade respiratória.

Respiração da Gordinha

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