O aquecimento global, o desenvolvimento de estradas favorecendo as comunicações entre as regiões mais remotas do Brasil, além da circulação de animais, quer seja para exposições, férias e finais de semana no interior ou litoral, trouxeram a Leishmaniose para perto de nós.Agora além de regiões do Nordeste e Centro Oeste, todo interior do estado de São Paulo, e municípios da Grande São Paulo, já encontramos focos do mosquito transmissor da leishmaniose e animais com sorologia positiva. Regiões de Cotia, Itapecerica da Serra, Caucaia do Alto com grandes condomínios residenciais já são consideradas regiões endêmicas, ou seja, existem focos do mosquito transmissor e existem animais doentes com diagnóstico positivo de Leishmaniose.

A Leishmaniose Visceral, popularmente conhecida como Calazar, é uma doença causada por um protozoário do gênero Leishmania, sendo transmitida pela picada do inseto, o flebótomo, também conhecido como mosquito palha. Os cães e os animais silvestres são os principais reservatórios da doença, porém a doença afeta também seres humanos, sendo, portanto uma zoonose.

COMO PROTEGER-SE DO INSETO TRANSMISSOR?

O Mosquito Palha, ou palhinha como é conhecido, é um inseto pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. O uso de repelentes no ambiente e no animal é indicado. Mantenha sempre a higiene dos locais de criação de animais, mantendo-o sempre limpo e seco. Lembre-se lugar de lixo é no lixo.

COMO SABER SE O MEU ANIMAL ESTA CONTAMINADO?

O diagnóstico da leishmaniose pode ser feito através de exame clínico e a confirmação se dá através de amostras de sangue ou biópsias de gânglios e o seu Médico Veterinário é quem vai indicar o método mais adequado.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA DOENÇA?

Os animais contaminados podem apresentar desde ausência de sinais clínicos até alterações importantes como febre intermitente, perda de apetite, perda de peso, prostração, conjuntivite e perda de pelo ao redor dos olhos, alterações da pelagem (eczema, descamação, perda da qualidade e volume do pêlo, úlceras), crescimento exagerados das unhas entre outros.

COMO PREVENIR QUE MEU ANIMAL FIQUE DOENTE?

Hoje além do controle do foco dos mosquitos, podemos usar coleiras repelentes e vacinação preventiva.

POR QUE VACINAR MEU CÃO?

A vacinação aumenta a chance de o animal ficar protegido contra Leishmaniose. Ajuda no combate da doença, protegendo os animais expostos a infecção através da picada do inseto transmissor infectado. A leishmaniose além de causar grande sofrimento ao animal por provocar lesões viscerais e de pele pode infectar também os seres humanos.

EXISTE TRATAMENTO PARA OS CÃES DOENTES?

Existe tratamento, mas não é liberado pelo Ministério da Saúde, como forma de controlar os animais portadores, pois a recomendação é a eutanásia de todos os animais positivos.

QUAIS AS MEDIDAS DE CONTROLE DA DOENÇA?

- Vacinação de cães sadios e sorologicamente negativos.

- Uso de coleiras repelentes, contra o mosquito transmissor.

- Sacrifício do cão doente ou com sorologia positiva.

- Uso de telas finas nas portas e janelas.

- Manter o animal dentro de casa nos períodos matutino e vespertino.

- Utilização de mosquiteiros e aparelhos elétricos repelentes de insetos

- Combate ao inseto vetor no peridomicílio e intradomicílio, mantendo a casa e o quintal sempre limpos (recolher as folhas, frutos, troncos, raízes, fezes de animais).

- Embalar o lixo corretamente (sacos plásticos).

- Não juntar lixo nos lotes vazios.

- Poda de árvores.

 

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