Nos dias de hoje em que os pets estão cada vez mais próximos aos humanos, temos muitas curiosidades com relação a alguns comportamentos dos cães e gatos. Você sabe por que alguns animais não se reconhecem em frente a um espelho? Por que se assustam com fogos de artifício ou trovões? Por que reviram o lixo e destroem objetos em casa? Por que os gatos gostam de arranhar as unhas no sofá? Ou por que os cães gostam de rolar em lugares sujos?

Alguns hábitos são bem engraçados, mas tudo tem uma explicação e pode até estar relacionado à saúde do seu animal. Essas questões foram respondidas abaixo:

1 – Por que, algumas vezes, cães e gatos não se reconhecem diante de um espelho?

Os cães e gatos não têm capacidade de reconhecer a própria imagem no espelho e essa característica não está restrita apenas para eles. Poucas espécies se reconhecem diante de um espelho. Os primatas, como chimpanzés, bonobos, gorilas, orangotangos e humanos, os golfinhos e os elefantes são espécies que podem se reconhecer diante de um espelho. Acredita-se que essa capacidade seja restrita a animais que apresentam alto grau de empatia e altruísmo, ou seja, que são aptos a perceber as necessidades de outros indivíduos da sua espécie e tentar ajudar, além disso, trata-se de animais que têm uma capacidade cerebral maior que os cães e gatos.

A visão não é o sentido mais forte e importante dos cães, mas sim o olfato. É por meio dele que o cachorro identifica pessoas, outros animais, comidas e novidades.  Assim, como o comportamento dos cães depende da maneira como eles percebem o mundo, o olfato passa a ser o principal meio de “enxergarem”, inclusive a si próprios, por isso não se reconhecem de frente para um espelho. Ele vê uma imagem, porém não sente nenhum cheiro, então é como se ela não existisse para o cachorro. Os gatos também não se reconhecem e acredita-se que seja pelo mesmo motivo dos cães.

2 – Por que, muitas vezes, cães se assustam com barulhos de trovões e fogos de artifício?

A maioria dos cães fica apavorada com barulho de trovões e fogos de artifício. Eles tentam fugir, se esconder em lugares fechados, subir desesperadamente no colo e aumentam muito o seu nível de ansiedade. Esse medo muitas vezes causa acidentes dentro ou fora de casa, como por exemplo, se machucar em móveis ou portas de vidro, fugir ou até ser atropelados.

Esse medo ocorre porque os cães têm uma audição extremamente sensível. Na natureza, essa audição é importante para captura de presas, para se protegerem de predadores e para aprimorar a comunicação com outros companheiros da matilha. Por isso, um barulho que é tolerável para os humanos, para os cães é algo insuportável. Algumas medidas e treinamentos podem ser realizados pelo tutor do animal em dias de fogos de artifício ou tempestades, para minimizar o sofrimento dos cães. Um treinamento de dessensibilização aos barulhos pode ser efetivo. Pode-se pegar na internet uma gravação dos barulhos dos fogos de artifício ou de trovões e colocar para os cães escutarem. Primeiro colocar o volume do barulho bem baixinho e longe do animal e, aos poucos, durante os dias ir aumentando o som até o animal se acostumar e se sentir mais confortável com o barulho. Se isso não der certo, outras medidas podem ser tomadas. Deve-se agir naturalmente com o animal, deixar ele em um mesmo cômodo para não se sentir sozinho, aumentar o volume da televisão para abafar um pouco o som que vem de fora. Colocar bola de algodão nos ouvidos do cão, mas não se esquecer de tirar depois. Manter os portões e janelas de acesso à rua fechados. Não os prendê-los em correntes.

E, se mesmo com todos esses cuidados o medo não diminuir, neste caso deve-se procurar a ajuda de um médico veterinário, pois existem alguns medicamentos que podem ser prescritos para tranquilizar os animais nesses momentos. Com muito carinho e paciência é possível reverter ou diminuir esse medo dos barulhos.

3 – Por que, quando estão sozinhos em casa, cães e gatos reviram o lixo, destroem travesseiros/almofadas ou até quebram objetos?

Hoje em dia é muito comum que os donos fiquem fora de casa o dia todo, deixando os cães e gatos sozinhos. Quando ficam sozinhos por um longo período, os pets podem sofrer por solidão, medo, tédio e ansiedade de separação. Assim, eles podem demonstrar esses sentimentos com ações que nós consideramos problemáticos, como fazer xixi e cocô fora do lugar, roer móveis, revirar lixo, comer plantas, latir e chorar sem parar. A ansiedade de separação é um dos distúrbios comportamentais mais comuns em cães e gatos. O comportamento de apego é essencial para a sobrevivência de animais sociais, porém quando um animal fica dependente demais de seu tutor, ele poderá desenvolver alterações comportamentais associadas à separação. Algumas mudanças na rotina podem ser alteradas para seu animal não ficar tão solitário, tais como aumentar o número de passeios antes de sair, trazer um novo animal para casa, chamar alguém para brincar ou passear com o animal e deixar brinquedos inteligentes e ossos recreativos. Deixar seu animal cansado e ocupado quando está sozinho pode ser a melhor forma de melhorar esses sintomas da separação com o dono.

4 – Por que os cães gostam de rolar em lugares ‘fedidos’, como poças de lama e até fuçar o cocô de outros cachorros na rua?

Os cães têm um hábito desagradável, porém até um pouco engraçado, que é rolar em lugares “fedidos”, em gramas ou até mesmo em cocô de outros cachorros. Alguns pesquisadores afirmam que esse comportamento se deve aos seus ancestrais, os lobos, que rolam em carniças ou excrementos para disfarçar seu próprio cheiro diante das presas, cujo olfato é bastante desenvolvido. Assim, com esse novo cheiro, os lobos conseguem cobrir seu próprio odor, o que ajudaria como disfarce a um eventual encontro com uma presa.

Outra possibilidade para o fato de rolarem na grama ou areia é para se livrar de possíveis coceiras que estejam incomodando muito, principalmente na parte de cima.

5 – Por que os gatos gostam de arranhar as unhas em objetos de madeira, como o braço de um sofá, por exemplo?

Os gatos veem os móveis como o aparato mais perfeito para arranhar e ficam totalmente confusos quando tentamos convencê-los de que não se deve ser usados para aquele propósito. Na realidade, os gatos não estão, de fato, afiando as unhas ao arranharem os móveis, mas sim desgastando as bainhas velhas e duras para expor as novas garras que vem por baixo. Esse é um forte instinto felino que leva o gato a manter as unhas em ordem o tempo todo.

Outro motivo importante é marcar o odor, pois existem glândulas odoríferas entre os dedos dos gatos que secretam uma marca especial que é chamada de feromônio felino. Isso faz com que ele demarque aquele território como dele, pois lá ficará sua marca e seu cheiro. Mas não desamine: com uma repreensão consistente e carinhosa e a compra de um equipamento forte, próprio para arranhões, você conseguirá salvar a maior parte dos móveis.



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