Home / CÃES E GATOS / AVC em Cachorros e Gatos – Causas, Tratamentos e Mais

Você sabia que cães e gatos também podem ter AVC (acidente vascular cerebral)? Quando se trata da saúde dos nossos filhos de quatro patas, precisamos ficar atentos a todos os sinais, pois um segundo pode fazer toda a diferença na hora de salvar a vida deles. 

Vamos entender melhor as causas, sintomas, tratamentos e outros pontos importantes do AVC em cachorros e gatos? Continue a leitura!

O que é um AVC?

Acidentes vasculares cerebrais acontecem quando ocorre a interrupção repentina do fornecimento de sangue a qualquer parte do cérebro. Quando o cérebro não recebe oxigênio e nutrientes suficientes devido a essa interrupção no fluxo sanguíneo, as células cerebrais começam a morrer.

O que causa AVC em animais?

Qualquer coisa que possa bloquear uma artéria que irriga o cérebro pode causar um derrame. Um AVC em cachorros e gatos pode acontecer devido ao bloqueio de um vaso sanguíneo (AVC isquêmico) ou ao rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico). 

Em alguns casos, a doença está relacionada a problemas cardíacos, neoplasias (presença de tumores) ou ao surgimento de coágulos provenientes de uma cirurgia, problemas de coagulação e doenças infecciosas, como a doença do carrapato (erliquiose).

Quais são os sintomas de um AVC em cachorros e gatos?

Os sinais de um AVC variam dependendo da região do cérebro afetada e da duração da privação de sangue e oxigênio. 

Segundo a médica-veterinária Carla Berl, fundadora do Pet Care, “o pet pode ter um colapso repentino, paralisia de um lado do corpo ou das patas, convulsões, inclinação da cabeça, cegueira, pupilas que se movimentam rápido, mudança na forma de andar ou simplesmente desorientação”. 

Caso você observe qualquer um desses sinais no seu animalzinho, procure ajuda especializada imediatamente.

Tratamento do AVC em gatos e cães e prognóstico

O médico-veterinário vai examinar o seu pet e fazer perguntas sobre o seu comportamento. Portanto, quanto mais informações você conseguir fornecer, melhor. 

Na maioria dos casos, até chegar ao diagnóstico de derrame cerebral, será preciso descartar outras possibilidades. Para isso, uma série de exames deve ser solicitada, como hemograma, pressão, urina, análise de líquor, ecocardiograma, eletrocardiograma, ressonância ou tomografia, entre outros, além de acompanhamento com neurologista veterinário.

As medicações recomendadas pelo médico-veterinário vão depender do quadro clínico do animal. No geral, podem ser usados vasodilatadores cerebrais, anti-inflamatórios, vitaminas do complexo B, anticonvulsivantes, diuréticos e antioxidantes. Embora nem sempre seja possível, é importante encontrar a causa do AVC para estabelecer o tratamento correto.

Há sequelas de um AVC em cachorros e gatos?

É importante dizer que o tratamento para AVC em cachorros e gatos costuma ser bastante complexo e não garante que o pet se recupere 100%. Em muitos casos, ele fica com sequelas. Alguns cães e gatos vão recuperar a maior parte das funções motoras e dos movimentos, mas as mudanças comportamentais podem ser mais difíceis de corrigir.

AVC em gatos e cães: prevenção

A melhor forma de prevenir doenças como o AVC é garantir que seu pet tenha uma alimentação balanceada, pratique atividade física e faça check-ups veterinários anuais.

Agora que sabe o que é um AVC e que ele pode ocorrer em cães e gatos, se notar qualquer alteração no seu pet, não hesite em procurar atendimento veterinário especializado. Conte com a equipe do Pet Care!

Fonte:

VCA Hospitals

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