Tosse seca: pode ser colapso de traqueia

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Tosse seca: pode ser colapso de traqueia 29 de março de 2016

O colapso de traqueia ocorre quando as cartilagens da traqueia amolecem. A traqueia se assemelha a um túnel e é formada por arcos firmes (cartilagens), quando estes arcos amolecem, o “túnel” diminui e, consequentemente, afeta a passagem de ar da traqueia para os pulmões durante a respiração, fazendo o animal tossir.

Ocorre mais comumente em cães de meia idade a idosos, principalmente em raças de pequeno porte. Os cães geralmente são obesos, mas podem ser magros.

Geralmente, o animal tem tosse alta, seca e sem muco (engasgos). A tosse pode ser iniciada após atividade física, excitação ou quando se toma água. Durante a crise, o cão pode ficar com falta de ar de moderada à severa, dificuldades para respirar, língua mais azulada e ter seu esforço abdominal aumentado.

O diagnóstico de colapso de traqueia se dá pelo histórico de tosse após excitação. No exame físico, o reflexo de tosse é positivo quando o veterinário manipula as cartilagens e o animal inicia uma crise de tosse.

Em raios x seriados, podemos identificar alterações na traqueia na inspiração e na expiração. Essa identificação também pode ser feita por traqueoscopia ou fluoroscopia (exames que utilizam endoscópio para visualização da traqueia). Exames de sangue são importantes para descartar outras causas de tosse como, por exemplo, uma pneumonia.

Caso o animal entre em uma crise de tosse com dificuldades respiratórias, o tratamento deverá utilizar medicações sedativas que relaxam a traqueia, os pulmões e sedam o animal. Antibióticos são utilizados caso o animal apresente alguma infecção. Os antibióticos também podem ser associados a antitussígenos que aliviam o desconforto temporariamente.

A correção cirúrgica pode ser considerada em animais jovens quando o colapso ocorre na região do pescoço. Animais idosos com outras doenças concomitantes e cães com a maior parte da traqueia acometida não são candidatos para a cirurgia. No entanto, a indicação do tratamento cirúrgico depende de cada caso e da avaliação do médico veterinário.

A implantação do Stent Intratraqueal é, atualmente, o procedimento mais avançado e satisfatório no tratamento da doença, principalmente nos casos em que o tratamento com medicamentos não surta mais efeito e o quadro se agrava. A eficácia é de 85% na redução dos sinais clínicos associados.

Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, não há cortes cirúrgicos e a recuperação é em 24 horas. No vídeo abaixo podemos ver a colocação de um Stent realizado no Pet Care.

O prognóstico é bom para muitos animais com colapso de traqueia inicial, mas a condição pode ser séria e trazer risco de vida quando a angústia respiratória ocorre.

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