Diferentemente do Aedes Aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya), o vetor da leishmaniose não deposita seus ovos em água parada. O vetor da Leishmaniose conhecido como Mosquito Palha ou Mosquito Pólvora deposita seus ovos em matéria orgânica (restos de frutas, comidas e folhas) em local sombreado, sendo assim mais comum em áreas rurais. Porém, agora com o crescimento urbano ele acabou se adaptando a cidade e hoje se encontra em praticamente todas as regiões do Brasil.

O grande problema da doença é que muitos dos animais infectados não apresentam sintomas por um período que varia de 3 meses a 6 anos com o animal sem sinais clínicos evidentes. Muitas vezes o animal só chega ao médico veterinário quando já está bastante debilitado e nesse caso o risco de ter transmitido a doença via picada de mosquitos para outros animais e pessoas já aconteceu.

Até o ano de 2016 não existia tratamento autorizado para Leishmaniose em cães e todos os cães diagnosticados teriam que ser eutanasiados. Em 2015, foram 40 mil cães sacrificados com leishmaniose. Isso sem contar os animais não diagnosticados e os não tratados.

Assim, se você mora em área endêmica ou se o seu cão frequenta áreas rurais e/ou endêmicas, a primeira providência é levar ao médico veterinário para um exame clinico e para realizar exames de sangue que vão te dizer se o seu animal está livre ou não da doença. Se ele for negativo para a doença então devemos iniciar um programa de prevenção que inclui repelentes para o mosquito e vacinação. Se for positivo o tratamento deve ser iniciado e mantido por toda a vida do animal.

Existem repelentes na forma de pipetas e na forma de coleiras. Ambos funcionam e tem prazos de validade diferentes. A deltametrina é o repelente recomendado pela Organização Mundial da Saúde para impedir o contato dos cães com o mosquito transmissor da leishmaniose visceral. Já a vacina é recomendada para cães a partir de 4 meses de idade, clinicamente sadios e sorologicamente negativos contra a Leishmaniose. “O animal deve ser vacinado com três doses em intervalos de 21 dias e a revacinação é anual e para o resto da vida do animal. Nem todo animal vai precisar da vacina e somente o seu médico veterinário pode definir se ele tem indicação ou não de fazer a vacina

A vacinação dos cães é muito importante na luta contra a leishmaniose. Devemos lembrar que além da vacinação, a proteção dos cães com um produto tópico repelente contra mosquitos é de suma importância para manter esses vetores afastados.



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